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25/08/2017

Pai do Coaching afirma: é preciso autoconfiança

Timothy Gallwey fez palestra no Recife e falou sobre como é possível desenvolver habilidades

 

Menos interferências dos medos e pressões internas da mente. Mais foco na evolução pessoal e no prazer. A chave para o desenvolvimento das habilidades passa por escolher com clareza as metas, ter consciência do que está sendo feito e confiar em si mesmo. O ensinamento é de Timothy Gallwey, conhecido como o Pai do Coaching e autor dos best-sellers The inner game of tennis e The inner game (O jogo interior). O americano esteve pela primeira vez no Recife ontem, para realizar o seminário “A essência da liderança e o aprendizado por experiência”, e levou quase 400 pessoas a lotarem uma sala do Cinemark, no Shopping RioMar.

 

Ex-estudante de literatura de Harvard, Tim deixou as classes para ser capitão de uma equipe de tênis da mesma universidade. Foi rebatendo a bola de um lado para o outro da quadra que ele descobriu o dilema do jogo interior, aquele no qual a pessoa é sabotada antes de enfrentar os desafios, apenas pelos próprios pensamentos. Observando o comportamento do time, Tim desenvolveu há 45 anos uma metodologia para vencer os medos proporcionados pelo chamado “Self1” e escutar mais o “Self2”, a voz da essência. Tirou a técnica das quadras, levou ao mundo corporativo e conseguiu resolver problemas de performance de funcionários de grandes corporações como a Coca-Cola, Apple e AT&T. 

Timothy não deixou as origens de lado. Munido de uma bola de tênis abriu a palestra transmutando para a prática as teorias explanadas em seus livros. Convidou duas espectadoras ao palco e arremessou a bola para elas. Uma não conseguia pegar com a mão esquerda. A outra só buscava o objeto com o apoio das duas mãos. Tim, então, explicou que era preciso redirecionar o foco. Prestar atenção ao movimento da bola ou à costura dela. De repente, as mulheres passaram a executar a atividade de outra forma. É assim, também, com a vida profissional

“Dá para ensinar qualquer coisa, desde que a pessoa esteja consciente do que quer fazer, saber aonde quer chegar, perceber que não existe certo e errado e que na próxima tentativa ela precisa continuar a fazer”, afirmou Timothy Gallwey. Para ele, as pessoas buscam atingir a imortalidade laboral, ao passo que aproximam quem é do cargo que ocupam. O ideal, entretanto, é separar o que se é do que se faz. “O principal trabalho deve ser a evolução pessoal. A atividade profissional deve ajudar você a realizar essa outra função. O que vocês acham que aconteceria com a crise no Brasil, nos Estados Unidos, no Japão, se isso fosse aplicado?”, provocou. 

As empresas também precisam ajudar no desenvolvimento pessoal dos empregados, de acordo com o americano. Contudo, mais de 95% delas mantêm o foco nos problemas externos. Em cerca de duas horas de palestra, o Pai do Coaching mostrou que o determinante para a excelência é acreditar no capital humano e em suas potencialidades, criando formas de reduzir o impacto dos pensamentos negativos.

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